- O histórico não deixa dúvidas: sempre que estão sob o jugo de governos do PT, as estatais fenecem. Sem nenhuma surpresa, está acontecendo novamente agora, com uma série de empresas controladas pelo Estado indo pro vinagre.
- A mais recente constatação de deterioração das companhias estatais federais veio do próprio Tesouro Nacional, obrigado a elencar riscos fiscais que possam impactar a cada vez mais explosiva dívida pública do país.
- Em relatório divulgado neste mês, o órgão informa que pelo menos nove estatais enfrentam “dificuldades de caixa”. É só mais um eufemismo para dizer que podem precisar ser salvas pelo dinheiro suado do contribuinte brasileiro.
- Em vias de entrar em colapso, os Correios encabeçam a lista. Junto estão, ainda, a Casa da Moeda, a Infraero, a ENBPar (Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional) e cinco companhias docas.
- Até Lula voltar ao poder, nenhuma estatal federal apresentava prejuízo. Agora, nove já estão no vermelho e outras três podem passar a apresentar rombos neste ano, segundo destacou o ministro Walton Alencar, do TCU, durante anúncio de que o órgão irá fiscalizar a debacle das empresas públicas sob o PT.
- O Tesouro projeta rombos crescentes para as empresas estatais controladas pelo governo federal. O déficit deste ano deve ser de R$ 6,2 bilhões, subirá mais até 2027 e não se enxerga qualquer resultado positivo no horizonte até 2029.
- Vale comparar: no último relatório da gestão Bolsonaro, em 2022, a estimativa era de um déficit de R$ 3,4 bilhões para as estatais neste ano. Ou seja, o rombo projetado praticamente dobrou de tamanho sob o governo do PT.
- Na prática, a realidade tem se mostrado ainda mais severa. Até agosto, as estatais acumularam R$ 8,3 bilhões de déficit. O valor supera o de todo o ano passado e é o maior de toda a série histórica do Banco Central.
- A associação entre quebradeira de estatais e governos petistas não é circunstancial. Desde 2012, os oito anos em que elas apresentaram rombos foram exatamente aqueles em que o país esteve sob gestão de Lula ou Dilma.
- Também não é coincidência que o PT sempre tenha se oposto a normas destinadas a proteger o patrimônio das estatais da sanha de governos de turno. Os petistas fizeram de tudo para derrubar os efeitos da Lei das Estatais – que o PSDB apresentou e aprovou no Congresso Nacional em 2015 – no STF, com providencial auxílio do então ministro Ricardo Lewandowski.
- Empresas estatais existem para servir a população. Mas não com o PT. Com o partido, funcionam apenas como butim para azeitar interesses políticos e fazer girar a máquina de torrar dinheiro que recai nos ombros – e no bolso – dos brasileiros.
“As empresas estatais são a melhor tradução de como o PT trata o interesse público: como propriedade do partido. Estes rombos sempre sobram para o povo pagar.”
Aécio Neves – Deputado federal e presidente do Instituto Teotônio Vilela
Resultado primário das empresas estatais (em R$ bilhões)*

*Reestimativa, Resultado Primário: 2025 – LDO 2025; Anos de 2026 a 2029: Estimativas PLDO 2026 (Cenário Preliminar).
‘DESCONTÃO’
Fraudes no INSS vão de Bolsonaro ao PT
- Em três meses de atuação, a CPMI do INSS tem ajudado a desvendar a penca de falcatruas que resultaram em mais de R$ 6 bilhões desviados de aposentados e pensionistas brasileiros. A farra era suprapartidária: vai de Bolsonaro ao PT.
- Num dos principais desdobramentos da apuração até agora, na semana passada (13) a Polícia Federal prendeu nove investigados por participar dos desvios, incluindo um ex-presidente do INSS no governo Lula. Entre os alvos da ação também está um ex-ministro de Jair Bolsonaro. É gente graúda.
- Neste caso, o cerne da roubalheira foi a Conafer, segunda maior beneficiária dos descontos ilegais, atrás apenas da Contag, esta de históricos laços com o petismo. Dos R$ 708 milhões que a Conafer recebeu do INSS no período de cinco anos, 90,5% foram desviados para empresas de fachada.
- Segundo apurou a PF, Alessando Stefanutto – que presidiu o INSS até abril de 2025 e só foi afastado quando o escândalo explodiu – recebia R$ 250 mil por mês de propina. Sua ligação com o PT é umbilical: após a vitória de Lula em 2022, ele coordenou o grupo de Previdência na transição de governo.
- Já o ex-ministro do Trabalho e Previdência José Carlos Oliveira – que ganhou uma tornozeleira eletrônica – teve papel “estratégico” para o “funcionamento e blindagem” do esquema de desvios no INSS na gestão Bolsonaro, de acordo com a PF.
- Ainda no andar de cima do esquema que vem sendo desbaratado, o ex-procurador-geral do INSS Virgílio Antônio de Oliveira Filho – também preso na semana passada – serviu tanto ao atual quanto ao governo anterior.
- É fora de dúvida que a roubalheira no INSS escalou de proporção após a volta do PT ao poder – até crianças foram usadas para os desvios do ‘Descontão’ – com fartos alertas também à Advocacia-Geral da União, todos ignorados. Mas o que as investigações derivadas do trabalho da CPMI e de apurações levadas a cabo pela PF mostram é que, também nos malfeitos, os extremos se parecem.