- A partir da próxima semana, o Instituto Teotônio Vilela trocará de comando. A condução do órgão de mobilização e formação política do PSDB passará às mãos de Marconi Perillo, que será substituído pelo deputado Aécio Neves na presidência nacional do partido.
- Ao longo dos dois últimos anos, o ITV atuou junto à direção tucana para revigorar as iniciativas do PSDB. O foco foi o fortalecimento do posicionamento partidário em relação aos principais temas da agenda nacional, sobretudo por meio da atuação nas redes sociais.
- A presença digital foi robustecida: o ITV conta agora com 1,8 milhão de seguidores nas principais redes sociais – Instagram, Facebook, TikTok, X, YouTube, Kwai, LinkedIn e Threads. Por sua vez, o PSDB está entre os seis partidos brasileiros mais relevantes no ambiente digital.
- Só nas redes do ITV, foram 17,3 milhões de usuários alcançados e perto de 80 milhões de visualizações, entre posts e vídeos,desde 2023. As publicações atraíram 3,8 milhões de reações, incluindo 508 mil compartilhamentos e 355 mil comentários.
- Parte central da estratégia de engajamento, as edições do Farol da Oposição alcançaram 660 mil leituras até agora. Os números mais recentes da publicação –lançada em março de 2024 – têm obtido média superior a 30 mil leitores por edição.
- Além disso, desde 2023 o ITV promoveu iniciativas estratégicas voltadas, entre outros, ao fortalecimento de lideranças partidárias, à preparação eleitoral e à valorização da memória tucana, bem como parcerias com instituições respeitadas como o Todos pela Educação e a Fundação Konrad Adenauer.
- Entre as realizações estão o ‘Seminário Preparatório para as Eleições Municipais’, em 2024, e a publicação dos livros “As Correntes de Pensamento e o Mundo Moderno”, do economista Marcus Pestana, e “Legados e Conquistas do PSDB”, a ser lançado na próxima quinta (27), sob autoria do historiador Marco Antonio Villa.
SUSTENTABILIDADE
Lula leva Brasil a protagonizar COP dos fiascos
- Se dependesse do discurso triunfalista do governo Lula, a COP30, concluída no sábado (22) em Belém, teria sido a conferência “da verdade”. Em meio a uma sucessão de vexames sem precedentes, terminou, na verdade, como a COP dos fiascos.
- O pior dos fracassos foi a completa ausência de compromissos concretos em relação à redução efetiva de emissões de gases de efeito estufa (GEE) no documento final da conferência. O termo “combustíveis fósseis” – o maior vilão do aquecimento global – sequer consta do texto oficial.
- O financiamento a países em desenvolvimento para o enfrentamento da crise climática também se manteve como letra morta. Com resistência, sobretudo, de países mais ricos, continuou a léguas de mobilizar os US$ 1,3 trilhão anuais previstos, miragem cada vez mais distante.
- Lançado com pompa por Lula no dia 6, o fundo para preservar florestas tropicais em pé também ficou bem aquém do prometido. De uma meta de US$ 25 bilhões, os compromissos anunciados na COP30 não ultrapassaram US$ 6,7 bilhões, ou seja, ¼ do almejado.
- Como cortina de fumaça diante de tão flagrantes insucessos, o governo brasileiro diz agora que vai aproveitar os próximos meses até a próxima COP, que acontecerá na Turquia em fins de 2026, para tentar conseguir o que não conseguiu em Belém: um roteiro concreto, com metas e prazos, para o fim dos combustíveis fósseis e a redução do desmatamento. Acredita quem quer.
- A lista de fracassos legados pela COP30 realizada no Brasil é suficientemente extensa, mas as preliminares do evento já antecipavam o malogro.
- Neste ano, a cúpula de líderes que antecede cada COP reuniu pouco mais de 30 chefes de Estado e governo, com as notáveis ausências de EUA, China e Índia, maiores emissores globais de GEE. Foi o quórum mais baixo desde 2019 e equivalente a mero 1/3 dos líderes globais que vieram ao Rio em 1992.
- O show de desorganização que marcou a preparação para o evento também cobrou seu custo. Além dos preços extorsivos pedidos por hospedagens e víveres na cidade, um incêndio na quinta-feira (20) coroou o vexame das más condições das instalações.
- Até a segurança dos participantes foi posta em risco durante tumulto promovido no dia 11 por movimentos sociais simpáticos ao petismo. O episódio gerou uma carta de protesto da ONU, que reclamou da infraestrutura e da insegurança do local.
- Os fiascos da COP30 ajudam a ilustrar a distância entre a megalomania do governo petista e suas reais condições de intervir no jogo político global, sobretudo numa seara em que o Brasil de fato poderia ter peso decisivo, como a ambiental.
- A crise climática é séria e exige seriedade de quem se dispõe a mitigá-la. Não foi o que se viu na presidência brasileira da COP. Deveria ficar a lição de que o que o planeta realmente precisa é de menos discursos e mais ações efetivas.
“Meio ambiente é assunto sério demais para ser usado para proselitismo político, como fizeram Lula e seu governo. O resultado pífio da COP30 reflete esse descaso.”
Aécio Neves – Deputado federal e presidente do Instituto Teotônio Vilela
Perda de floresta tropical primária (em milhões de hectares)*
