- O presidente da República enfrenta um de seus momentos de maior fraqueza e fragilidade política. Lula governa com olhos apenas nas eleições de outubro, mas seu governo definha, acumulando derrotas em série no Congresso Nacional.
- A rejeição de Jorge Messias pelo Senado Federal na última quarta-feira (29) é apenas o revés mais recente – e também mais vistoso – de uma gestão que tem colecionado insucessos. Foi a primeira reprovação de um indicado a uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal em 132 anos.
- À derrota se somou, no dia seguinte (30), a derrubada, pelo Congresso, do veto presidencial ao projeto de lei da dosimetria, que alivia penas dos condenados pelos atos do 8 de janeiro. Foi apenas mais uma de uma extensa lista.
- Lula é, disparado, o presidente que mais vetos presidenciais teve derrubados pelo Congresso. Até o fim de 2025, dos 87 apreciados pelos congressistas, 43 foram rejeitados, segundo levantamento da Folha de S.Paulo. Ou seja, praticamente metade – para comparar, Fernando Henrique teve um único veto derrubado.
- A situação é ainda pior nas medidas provisórias. Até o início de abril, somente 38 de um total de 192 editadas pelo atual presidente haviam sido convertidas em lei. Isso dá uma taxa de 77% de insucesso em relação a este quesito, estimou a Oeste.
- A gestão Lula também tem sido coadjuvante em proposições ao Congresso. Em 2023, 24% das normas promulgadas foram de autoria do governo e, em 2024, somente 43 das 270 propostas partiram do Executivo, segundo o Diap. Em 2025, menos de 6% foram de iniciativa da presidência da República, conforme relatório do Senado.
- A análise do mérito das matérias também indica a insignificância da produção legislativa do governo Lula. Administração pública predomina como tema principal, sobretudo com abertura de créditos extraordinários para ministérios. Assuntos apontados como prioritários pela população, como saúde e segurança pública, mal aparecem.
- O sofrível desempenho do governo petista no Congresso espelha a ausência de uma agenda de propostas efetivas para o país. Os parcos avanços da atual gestão – como o acordo com a União Europeia e a reforma tributária – nada mais são do que a conclusão de processos de décadas.
- Não é sem razão que Lula exibe atualmente alguns de seus piores índices de popularidade desde que assumiu a presidência do país pela primeira vez, em 2003. Em abril, a aprovação dele desceu a 29%, uma das marcas mais baixas de seus três mandatos, segundo o Datafolha.
- O Brasil perdeu os últimos três anos sob a inação do governo petista. Os problemas reais se agigantaram e as condições de vida no país se tornaram mais duras. A gestão à base do toma-lá-dá-cá que hoje vigora só serve a um único interessado: o PT.
Avaliação negativa do presidente Lula (em %)*

Oposição coerente, consistente e contundente
Nesta semana, o Farol da Oposição chega à sua 100ª edição. Desde seu lançamento, em abril de 2024, a publicação tem se consolidado como um dos mais atuantes instrumentos de oposição ao governo do PT.
Nosso papel vai muito além da mera crítica a nossos adversários. Contempla a fiscalização dos principais atos do governo federal, de forma a defender os interesses dos brasileiros e evitar novos retrocessos.
Nestes dois anos, o Farol potencializou seu alcance. Nossas edições já atingiram 97 milhões de visualizações. São cerca de 24 milhões de pessoas alcançadas nas redes sociais, onde temos atualmente 1,7 milhão de seguidores.
O Farol também conquistou importante espaço nos principais veículos de imprensa do país. Informações, estudos e revelações feitas por nós repercutiram na sociedade e as denúncias apresentadas mereceram atenção e amplo espaço.
Foi o que aconteceu, por exemplo, em dezembro passado, quando O Estado de S.Paulo levou à sua manchete o inchaço da máquina que abordamos no nosso n° 84. Ou quando O Globo noticiou o fechamento de leitos do SUS e a CNN Brasil analisou a crise nas agências reguladoras que publicamos nas edições do Farol de fevereiro último.
O Farol da Oposição foi criado para honrar a tradição tucana. Porque fazer oposição ao governo Lula é uma questão de coerência. Estamos onde sempre estivemos: denunciando os erros do PT desde lá trás. E o PT não aprendeu com seus equívocos; repete-os.
Ao longo de suas 100 edições até agora, o Farol renovou este compromisso. Entrega semanalmente, de forma continuada, conteúdo coerente, consistente e contundente. Oposição feita com a razão, com base em evidências. Com fatos, sem adjetivos.
Porque sempre fizemos assim: apontar caminhos para um Brasil melhor.
Aécio Neves
Presidente nacional do PSDB