- Nada mais velhaco na política do que usar o patrimônio público para vencer eleições. Mas o que parecia ter ficado para trás na história brasileira, volta com força total quando o PT está no poder.
- A temporada atual registra um vale-tudo sem precedentes na busca pela reeleição de Lula, que se tornou especialista em inaugurar terraplanagem de canteiro de obra. A máquina do Estado foi posta a serviço da candidatura do petista.
- Nos últimos dias do prazo antes da proibição eleitoral, o presidente da República acelerou a exploração. Em apenas duas semanas, Lula participou de 19 agendas eleitoreiras em sete diferentes estados – Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Minas, Rio, Rio Grande do Norte e Santa Catarina.
- O proselitismo eleitoreiro chegou ao ápice na semana passada, quando o petista “inaugurou” uma adutora sem uma gota d’água no Rio Grande do Norte e comemorou, na Bahia, a “chegada” de uma ponte que um dia, quem sabe, terá 12 km, mas por ora não sai, nem vai a lugar nenhum.
- Para evitar exploração de bens públicos em favor de candidaturas, a legislação eleitoral proíbe que candidatos participem da entrega de obras nos 90 dias anteriores à eleição. Para Lula, porém, isso não passa de “papagaiada desgraçada”.
- A exploração eleitoreira da máquina pública encontra tradução também na explosão de gastos com propagandas oficiais. Foram mais de meio bilhão de reais apenas no primeiro semestre deste ano. É mais que o dobro do valor torrado entre janeiro e junho de 2022, quando Jair Bolsonaro buscava a reeleição.
- Enquanto, sem dinheiro, órgãos como agências reguladoras cortam na carne e suspendem atividades essenciais, a Secretaria de Comunicação Social de Lula bateu recorde histórico de gastança na promoção do governo do PT, como publicou a Folha de S.Paulo.
- Outro termômetro da exploração da máquina é dado pela explosão de despesas com viagens e diárias: já foram gastos mais de R$ 8 bilhões desde o início da atual gestão, de acordo com o painel de monitoramento do Portal da Transparência.
- Esse festival de irresponsabilidade integra um pacote bem maior – e muito mais deletério para o futuro do país – constituído por medidas populistas e eleitoreiras lançadas por Lula para se projetar à reeleição.
- O valor varia de acordo com a fonte das estimativas, mas são cerca de R$ 200 bilhões de gastos extras que jogam ainda mais gasolina na fogueira do descontrole fiscal que marca a gestão petista, com reflexos nos juros altos e na inflação.
- Eleição se vence na urna, mas para o PT regras existem para serem desrespeitadas: o poder público é posto a serviço do partido. São retrocessos que vão ficando como herança maldita e tornando ainda mais árduo o caminho do país em direção a um futuro próspero.
Gastos com comunicação institucional (em R$ milhões)*

É preciso um basta aos excessos das bets
- A Copa do Mundo em andamento na América do Norte tem ajudado a escancarar o domínio das bets no mercado atual. Elas estão por todo lado, num ambiente em que praticamente não existem anteparos para conter o vício dos apostadores.
- A lei que autorizou as apostas de quota fixa no Brasil – o modelo das bets – é de 2018. Mais recentemente, em 2023, nova regulamentação impôs critérios para publicidade e exigiu que as empresas que exploram a modalidade tenham sede e administração em território nacional. Foi um avanço, mas ficou longe de frear os abusos.
- Estudo recente da CNC, com base em dados do Banco Central, indicou que os gastos com bets já chegam a R$ 30 bilhões por mês. Outro levantamento coloca as apostas como a principal causa de endividamento das famílias brasileiras hoje.
- Ainda mais graves são os efeitos sobre a saúde mental dos apostadores. Segundo a Agência Senado, de 2018 a 2025 aumentou em 140% o número de atendimentos a pessoas com mania de jogos de apostas e transtorno do jogo no SUS. Nessa população, o risco de suicídio é estimado em 15 vezes maior, sobretudo quando associado a endividamento.
- É evidente que a publicidade ilimitada das bets é um dos fatores mais poderosos a incitar o vício. Prova disso é que, desde o início da Copa, a parcela de brasileiros que apostam triplicou e chegou a 1/3 da população.
- Há digitais do governo Lula nesta hecatombe de malefícios. Uma emenda que, em 2023, retirou restrições a propagandas das bets no país foi redigida pelo Ministério da Justiça. Com isso, a legislação brasileira para publicidade da atividade tornou-se uma das mais brandas e permissivas do mundo.
- Com os estragos ganhando proporções avassaladoras, passa da hora de impor travas à escalada do poder das empresas de apostas. A publicidade é porta escancarada para o vício. É preciso, pois, cerceá-la, numa estratégia como a que, de forma exitosa, foi adotada para cigarros e tabaco no governo do PSDB.