- A explosão da dívida pública é uma das marcas registradas das gestões petistas. No atual mandato do presidente Lula, não tem sido diferente. Desde 2023, entre os países do G20 o aumento do endividamento brasileiro só perde para o da China.
- Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a dívida do país terá saltado de 83,9% para 96,5% do PIB entre 2022 e dezembro deste ano. Portanto, o aumento será de 12,6 pontos percentuais (pp). Na China, a alta prevista é de 29,6 pontos.
- Quando se considera também outro grupo de economias relevantes, a OCDE, integrada por 38 membros, apenas mais dois países registram altas maiores que a escalada brasileira no atual governo: Finlândia (19,1 pp) e Polônia (16,9 pp).
- A lista do FMI é composta por 187 países que têm dados de dívida bruta em percentual de PIB disponíveis para todos os anos do intervalo analisado. Dívidas explosivas são vistas em economias em crise ou de porte pouco expressivo, como Bolívia, Botsuana, Gabão, Iraque, Kuwait, Senegal e Ucrânia.
- No ranking geral das economias que mais aumentaram suas dívidas desde 2023, o Brasil aparece em 19° lugar. O país deve encerrar este ano como o 22° mais endividado do mundo, sempre em proporção do PIB.
- O FMI adota metodologia de cálculo que difere da usada no Brasil pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central. Mas a realidade que ambas revelam é a mesma: alta descontrolada do endividamento.
- Pela metodologia brasileira, o aumento da dívida nacional nos anos Lula 3 será de 11,9 pontos percentuais, passando de 71,7% em 2022 para 83,6% do PIB em dezembro de 2026, conforme projeções constantes do PLDO 2027.
- A situação atual só encontra paralelo na explosão observada no segundo mandato de Dilma Rousseff. Em apenas dois anos (2015 e 2016), a dívida brasileira subiu de 61,6% para 77,4% do PIB, conforme o FMI. A consequência é conhecida: a maior recessão da história do país.
- A escalada atual não vai parar por aqui. Para os próximos quatro anos, o FMI projeta alta de mais nove pontos percentuais na dívida brasileira. A estimativa é de que o endividamento do país suba de 96,5% para 105,5% do PIB até o fim de 2030.
- Tão preocupante quanto a escalada é a leniência com que os dirigentes petistas têm conduzido a política econômica do país. Eles preferem culpar os juros – que são consequência e não causa – ao invés de deter os gastos que anabolizam a dívida.
- Ministérios que deveriam atuar para frear a aceleração das despesas fazem o contrário, também convertidos em comitês pela reeleição – como é o caso do Planejamento, onde, segundo Lula, “descobrem” dinheiro para o governo petista torrar.
- O endividamento cresce porque a gastança eleitoreira do PT não tem limites. A conta sobra para a população pagar, na forma de dívidas mais caras e inflação mais alta. Não é segredo para ninguém: o preço da irresponsabilidade cai sempre no colo de quem é mais vulnerável.
Variação da dívida pública bruta entre 2023 e 2026 (em pontos de PIB)*

Celular na mão, uma conquista tucana
- Para o bem ou para o mal, o telefone celular está em quase todos os aspectos da vida cotidiana – do emprego ao entretenimento. Milhões de brasileiros ganham a vida e prestam serviços só possíveis por causa da ampla disponibilidade dos aparelhos e das redes de comunicação. Nem sempre foi assim.
- Segundo o IBGE, hoje 9 em cada 10 pessoas adultas no país têm um celular para uso próprio. O avanço vem acontecendo tanto nas áreas urbanas quanto nas rurais, onde 68% têm acesso a um telefone.
- O acesso à internet também vem batendo recordes. De acordo com a mais recente rodada da Pnad Contínua específica sobre o tema, divulgada no início do mês, 76 milhões de domicílios do país (95% do total) estão conectados.
- Entretanto, alguns desafios permanecem. Cerca de 18 milhões de cidadãos ainda não têm acesso à internet no país. O chamado “analfabetismo digital” precisa ser superado, para gerar mais bem-estar e melhor qualidade de vida a todos.
- A infraestrutura de comunicação de que o país dispõe é fruto da revolução digital global das últimas décadas. Mas o Brasil foi um dos primeiros mercados a avançar por causa de uma realização do governo do PSDB: a privatização da telefonia.
- Até os anos 1990, ter telefone era privilégio de poucos, a ponto de as linhas serem tão valorizadas que constavam em declarações de imposto de renda de contribuintes. A privatização das teles mudou isso: democratizou o acesso e popularizou o serviço de telefonia entre os brasileiros.
- Ocorrida há 28 anos, a venda do sistema Telebrás gerou R$ 115 bilhões em valores atuais, com ágio de 64%. A operação, contudo, enfrentou forte contestação da oposição à época: o PT resistiu de todas as formas à modernização do país.
- O avanço da telefonia celular no país, junto com as redes de internet, demonstra benefícios de colocar o investimento privado a serviço da população. E, mais que isso, comprova que vale a pena enfrentar quem prefere defender o atraso.