- Desde o início da atual gestão, a gastança do governo Lula tem sido motivo de preocupação. Como sempre, o petismo desdenhou das críticas, sob a crença – sempre desmentida pela história – de que mais dinheiro na economia é solução, não problema.
- Os reflexos da irresponsabilidade da gestão do PT com as contas públicas não tardaram e estão se espalhando por todo canto. Seu efeito colateral mais direto, os juros altos estão asfixiando a economia brasileira e derrubando empresas em série. A quebradeira está generalizada.
- Váriosindicadores demonstram que produzir no Brasil está cada vez mais difícil. A quantidade deempresas endividadas que decretaram recuperação judicial aumentou 58% desde o início do governo Lula.
- O número de companhias que recorreram ao expediente para suspender a cobrança de dívidas e tentar renegociá-las saltou de 4.014 no início de 2023 para 6.341 em junho deste ano, de acordo com a consultoria RGF.
- Em números absolutos, o comércio lidera, com 1.333 firmas nessa situação. Em termos relativos, quem mais sofre com o endividamento decorrente dos juros gerados pela gastança petista é o agronegócio.
- As recuperações extrajudiciais também dispararam – o caso da Braskem, protocolado nesta segunda-feira (24), é apenas o mais recente. Saíram de 20 em 2022 para 82 no ano passado, conforme levantamento do Observatório Brasileiro de Recuperação Extrajudicial (Obre), com o valor médio das dívidas chegando a R$ 2,7 bilhões.
- Nunca antes na história, tantas empresas estiveram tão endividadas. São 9,1 milhões de firmas, que devem um total de R$ 232 bilhões, de acordo com a Serasa Experian. Em um ano, a alta foi de quase 17%, para o maior patamar da série histórica iniciada em 2016. Não é difícil entender por quê.
- A taxa de juros bancária de empresas gira hoje em torno de 25% ao ano e os índices de inadimplência já são comparáveis aos do período pré-recessão de 2015-2016. Mais grave, o endividamento das empresas tem se mantido em níveis elevados: está agora em 54,7% do PIB, segundo o Banco Central.
- As dívidas sufocantes também reverberam no emprego. O comércio varejista – que concentra alguns dos maiores casos de quebradeira, como os das Casas Bahia e da Marabraz, decretados na semana passada – eliminou 46 mil vagas com carteira assinada entre janeiro e junho. É o maior corte no setor para o período desde a pandemia.
- O Brasil já vive um novo ciclo de queda na atividade econômica, com perspectiva de crescimento medíocre nos próximos anos. A desaceleração tende a agravar o quadro atual, criando uma espiral de mais endividamento, mais quebradeira e menos emprego. É o efeito do PT se espalhando por um país com cada vez mais portas fechadas.
Evolução do número de recuperações judiciais no Brasil
