PT acelera destruição das empresas estatais

Edição 70
  • Gestões petistas costumam ser marcadas pela destruição que o partido produz na máquina pública do país. O desgoverno resulta mais gastos e em quase nenhuma melhoria visível nos serviços prestados à população.
  • Em particular, uma das principais vítimas da má gestão do PT são as empresas estatais. O patrimônio do povo brasileiro costuma ser tratado como butim pelo partido de Lula e seus aliados no Congresso Nacional. Neste mandato, não tem sido diferente.
  • Desde 2023, o rombo das estatais vem escalando – e muito. Nos sete primeiros meses deste ano, atingiu R$ 8,3 bilhões e já é superior ao déficit de todo o ano passado, que foi de R$ 8,1 bilhões. Os valores consideram estatais federais, estaduais e municipais – e excluem Petrobras, BNDES, Caixa e Banco do Brasil.
  • Vistas de maneira isolada, as companhias federais respondem por 2/3 do resultado negativo. Pela metodologia adotada pelo Banco Central, o déficit representa o volume de recursos que as estatais demandam do Tesouro Nacional, isto é, o peso delas sobre as contas públicas do país.
  • Apenas em julho, o déficit foi de R$ 2,1 bilhões, o maior para o mês desde o nício da série histórica, ou seja, em 27 anos. A tendência é de mais deterioração. Assim como em outros indicadores, Lula entregará a seu sucessor um país pior do que recebeu.
  • A última vez em que as empresas controladas pelo Estado brasileiro fecharam suas contas com superávit foi em 2022. Bastou o PT voltar a comandar o país para que os rombos nas estatais recomeçassem. Não é mera coincidência.
  • Embora a piora seja generalizada, o exemplo mais chocante de destruição acontece nos Correios. A empresa postal controlada pelo governo federal está derretendo sob a administração petista.
  • Na sexta-feira (5), os Correios divulgaram o balanço do primeiro semestre deste ano com déficit de R$ 4,4 bilhões. O rombo no período já supera o de todo o ano de 2024, quando as despesas ultrapassaram as receitas em R$ 2,6 bilhões.
  • Instado em entrevista a comentar a debacle dos Correios sob o PT, o ministro da Fazenda deu uma curiosa justificativa para os maus resultados da estatal. Fernando Haddad culpou “a obrigação de entregar cartas” que cabe à empresa postal executar.
  • Os maiores casos de corrupção das gestões petistas tiveram estatais em seu epicentro, como o petrolão e o mensalão. Foi justamente por isso que, em 2015, o PSDB liderou a proposta que acabou se tornando a lei das estatais, que zela pela governança e impede depredação maior por parte do governo de plantão.
  • A sociedade brasileira precisa estar vigilante para que a escalada de irresponsabilidade que se assiste agora por parte do governo Lula no comando das empresas controladas pelo Estado não resulte em novos escândalos e em mais quebradeira.

Resultado primário das empresas estatais (em R$ bilhões)

Fonte: Banco Central do Brasil. Inclui federais, estaduais e municipais. *Até julho.

89 MIL NOVOS CARGOS

Máquina incha e gasto com servidores bate recorde

  • A outra face da gestão irresponsável do PT é o inchaço da máquina que caracteriza governos do partido. As despesas continuam crescendo sem freios e não se vê a menor disposição do governo para estancá-las.
  • Neste ano, o gasto do país com servidores deve bater novo recorde e chegar a R$ 1,7 trilhão, conforme publicou O Estado de S.Paulo em sua edição de domingo (7). A conta inclui União, estados e municípios, funcionários da ativa e aposentados.
  • Os gastos nacionais com pessoal da ativa, aposentados e pensionistas atingem 13,5% do PIB, bem acima da média de países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que é de 9,3%. Só África do Sul, Dinamarca e Islândia gastam mais que o Brasil, segundo a FecomercioSP.
  • O governo federal tem atualmente 576 mil servidores ativos. Aposentados somam 411 mil e pensionistas, 230 mil. A tendência é o número aumentar ainda mais, em função dos concursos nacionais previstos: serão 89.058 novas vagas no próximo ano.
  • Enviada pelo governo Lula ao Congresso Nacional há duas semanas, a proposta orçamentária anual (PLOA) para 2026 prevê alta de 11% nas despesas com pessoal. Serão R$ 460 bilhões, incluindo gastos com encargos sociais dos servidores.
  • De acordo com o texto da PLOA de 2026, das novas vagas 41.187 serão destinadas à criação de cargos e 47.871 a provimento – isto é, concursos já realizados ou a serem abertos para reposição de cargos vagos. É uma expansão sem precedentes.
  • Quem banca toda esta gastança desenfreada é o povo brasileiro, na forma de tributos, que nunca foram tão altos quanto agora, sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva: até julho, foram arrecadados R$ 1,7 trilhão.
  • Governar bem é governar com responsabilidade, tratando o dinheiro público com o respeito que ele merece. Foi o que os governos do PSDB fizeram, reformando o Estado e colocando-o a serviço de quem realmente importa: a população. Tudo o que o PT nunca fez.

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