Agro enfrenta tempestade de riscos e dificuldades

Edição 101
  • O agronegócio brasileiro está colhendo mais uma safra recorde. Os bons resultados na produção acontecem apesar da falta de apoio do governo Lula ao campo. Agricultores e pecuaristas se defrontam com uma temporada de dificuldades.
  • A safra de grãos de 2025/2026 deve atingir 356 milhões de toneladas. A alta em relação à temporada passada é de apenas 1,6%, bem abaixo dos 17% de crescimento registrados na safra anterior, segundo a Conab.
  • A expansão da fronteira agrícola perdeu ímpeto no atual governo. A área plantada avançou 11% desde a safra 2021/2022, cerca de metade do aumento registrado nos quatro anos anteriores (21%).
  • Os agricultores enfrentam desafios de toda ordem. O principal deles é a escassez de crédito para financiar as lavouras. A situação agrava-se pelo elevado endividamento que afeta os produtores rurais em função das altas taxas de juros.
  • Faltam políticas públicas efetivas de renegociação de dívidas, o que pode fazer o produtor colapsar e ficar sem condições de produzir. Aqui a influência do governo petista é direta: são insuficientes o volume de recursos, a equalização de juros e as prioridades de financiamento.
  • O desembolso de crédito rural por linhas oficiais do Plano Safra caiu 13% desde julho do ano passado até março deste ano em relação ao mesmo período do ciclo anterior, segundo o Ministério da Agricultura.
  • As dificuldades afetam toda a cadeia de negócios no campo. De acordo com a Abimaq, as vendas de máquinas e equipamentos agrícolas diminuíram 20% no primeiro trimestre deste ano em comparação com igual período de 2025.
  • O agro também é o setor da economia brasileira mais afetado por quebradeiras. Existem atualmente 539 empresas agropecuárias em recuperação judicial. É o dobro do que havia na segunda metade de 2024. As dívidas no setor são estimadas em R$ 82 bilhões.
  • O produtor agrícola também se ressente de duas dificuldades diretamente relacionadas à incúria do poder federal: a baixa cobertura de seguro agrícola e a infraestrutura deficiente, sobretudo para escoamento e armazenagem.
  • Para piorar, a guerra no Oriente Médio serviu para jogar gasolina na fogueira da crise do agro nacional. O conflito fez dispararem preços de combustíveis e insumos como fertilizantes – o Brasil importa 85% do que consome nas lavouras.
  • As condições climáticas desta temporada também não deverão ajudar. A previsão é de ocorrência de um ‘Super El Niño’ a partir de meados do ano, o que acarreta chuvas em excesso no Sul do país e seca extrema no Norte e no Nordeste.
  • As dificuldades do agro simbolizam as consequências concretas que a irresponsabilidade fiscal do governo do PT produz na economia real. A gastança fez os juros dispararem e quem se endividou para produzir vê-se agora em sérios apuros. A crise no campo já está batendo na mesa dos brasileiros.
  • O desembolso de crédito rural por linhas oficiais do Plano Safra caiu 13% desde julho do ano passado até março deste ano em relação ao mesmo período do ciclo anterior, segundo o Ministério da Agricultura.
  • As dificuldades afetam toda a cadeia de negócios no campo. De acordo com a Abimaq, as vendas de máquinas e equipamentos agrícolas diminuíram 20% no primeiro trimestre deste ano em comparação com igual período de 2025.
  • O agro também é o setor da economia brasileira mais afetado por quebradeiras. Existem atualmente 539 empresas agropecuárias em recuperação judicial. É o dobro do que havia na segunda metade de 2024. As dívidas no setor são estimadas em R$ 82 bilhões.
  • O produtor agrícola também se ressente de duas dificuldades diretamente relacionadas à incúria do poder federal: a baixa cobertura de seguro agrícola e a infraestrutura deficiente, sobretudo para escoamento e armazenagem.
  • Para piorar, a guerra no Oriente Médio serviu para jogar gasolina na fogueira da crise do agro nacional. O conflito fez dispararem preços de combustíveis e insumos como fertilizantes – o Brasil importa 85% do que consome nas lavouras.
  • As condições climáticas desta temporada também não deverão ajudar. A previsão é de ocorrência de um ‘Super El Niño’ a partir de meados do ano, o que acarreta chuvas em excesso no Sul do país e seca extrema no Norte e no Nordeste.
  • As dificuldades do agro simbolizam as consequências concretas que a irresponsabilidade fiscal do governo do PT produz na economia real. A gastança fez os juros dispararem e quem se endividou para produzir vê-se agora em sérios apuros. A crise no campo já está batendo na mesa dos brasileiros.

Produção brasileira de grãos (em milhões de toneladas)*

Fonte: Conab. *Estimativa em abril de 2026.

Inflação encarece alimentos e volta a assustar

  • A inflação brasileira continua assustando. Em abril, o IPCA foi de 0,67%, maior para o mês desde 2022. Alimentação e bebidas lideraram as altas, com aumento de 1,34%, conforme divulgou o IBGE nesta terça-feira (12).
  • Os preços estão em franco processo de escalada no país, a despeito de o Brasil praticar a segunda mais alta taxa de juros do mundo, abaixo apenas da Rússia, segundo levantamento da consultoria Moneyou.
  • As previsões para a inflação deste ano não param de subir. Saíram de 3,91% no início de março para os atuais 4,91%, já acima do teto da meta traçada pelo Copom para 2026.
  • Na outra ponta, as previsões para a taxa básica de juros pioraram. Segundo a mais recente edição do Boletim Focus do Banco Central, a Selic deve encerrar 2026 em 13% ao ano, acima dos 12% estimados poucas semanas atrás.
  • Uma das razões para a atual escalada é o conflito no Oriente Médio. O governo Lula, porém, tem reagido às altas globais tentando maquiar aumentos, o que só piora as coisas: aos artifícios costumam se seguir altas ainda maiores no futuro.
  • Despesas básicas dos lares brasileiros são as que mais sobem entre os componentes dos índices de preços. Desde a pandemia, alimentação já aumentou 83%, aluguéis, 51%, remédios e serviços de saúde, 55% – todos acima da inflação geral do período (41,8%), segundo O Globo.
  • A alta da inflação obedece a uma lei implacável da economia: quanto mais dinheiro em circulação, maior a demanda e maiores os preços. É o que a política perdulária posta em prática pela gestão petista promove.
  • A explosão de gastos públicos alimenta os aumentos nas gôndolas e quem mais sofre é quem menos tem para gastar: os mais pobres. A inflação é o mais perverso dos impostos, por atingir com mais severidade quem menos tem.

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