- É cada vez mais evidente o cansaço da população com a polarização política e ideológica que há tempos paralisa o país. O extremismo personificado por Lula e Jair Bolsonaro só tem produzido retrocessos e não serve aos reais interesses dos brasileiros.
- Pesquisas de opinião são a melhor forma de aferir os ânimos dos eleitores a este respeito. E, à medida que se aproximam as eleições gerais de 2026, a maioria delas tem gritado a mesma coisa: chega de polarização!
- O mais recente levantamento foi feito pela Quaest em conjunto com a ONG More in Common. Publicado pelo jornal O Globo no domingo (5), revelou que nada menos que 54% dos brasileiros afirmam não se enquadrar na polarização entre petismo e bolsonarismo.
- Mais que isso, o levantamento, que ouviu 10 mil entrevistados, mostrou que a militância realmente engajada na política não passa de 11% do total, divididos meio a meio entre os que se identificam com os extremismos da esquerda e da direita.
- Para o centro democrático, ainda há mais um alento na pesquisa: 21% se identificam como conservadores e apenas 14% como progressistas. Ou seja, há uma avenida escancarada para conquistar votos reformistas entre os brasileiros.
- Em junho, outra pesquisa da Genial/Quaest já havia apontado que 2/3 dos brasileiros não se identificam nem como lulistas nem como bolsonaristas. Esse contingente quer ver tanto o atual, quanto o ex-presidente longe das urnas daqui a um ano.
- O extremismo também perdeu relevância até no ambiente tradicionalmente mais propício para a polêmica: as redes sociais. Em 2018, 79% das discussões no âmbito virtual giravam em torno de política e, em 2023, o percentual havia caído para 43%, segundo levantamento divulgado pela Ponto Map em setembro.
- A constatação é óbvia: existe uma maioria silenciosa ávida por mudanças no país e que sabe que nem o populismo retrógrado do PT, nem a incivilidade agressiva do bolsonarismo radical são as respostas adequadas.
- Também é cristalino que as eleições de 2026 vão girar em torno de problemas concretos da vida das pessoas, e não sobre elucubrações ideológicas. O que interessa é comida mais barata na mesa e menos dificuldade de ser atendido com dignidade num hospital ou de estudar numa escola.
- Desde a ascensão do PT ao poder, há 22 anos, o país tem andado de lado e retrocedido em avanços construídos no governo do PSDB (1995-2002). A população já deu mostras de que quer ver o Brasil de volta aos trilhos e não no descaminho do extremismo estéril da polarização.

Perfil dos eleitores brasileiros

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ESCÂNDALO DO INSS
CPMI comprova assalto a aposentadorias e pensões
- O governo Lula fez tudo para tentar impedir a instalação da CPMI do INSS. Temia que o avançar das investigações acabasse por confirmar as denúncias de roubalheira de aposentadorias e pensões de milhões de brasileiros. Dito e feito.
- Muitas teias de interesses, relações incestuosas e evidências de malfeitos têm vindo à tona com as quebras de sigilo fiscal e bancário que estão sendo remetidas à CPMI por solicitação de seus integrantes. 21 envolvidos tiveram pedido de prisão preventiva aprovado.
- O PT, como de praxe, procura colocar a responsabilidade em gestões anteriores. Não consegue, entretanto, explicar como os desvios relacionados aos descontos associativos explodiram desde 2023, após o retorno de Lula ao poder.
- Segundo a Controladoria-Geral da União, enquanto em 2022 esses descontos alcançaram o montante de R$ 706 milhões, nos dois últimos anos já perfizeram R$ 3,9 bilhões. Braços do petismo estão ligados por todos os lados ao esquema.
- A CPMI já descobriu, por exemplo, que uma publicitária de campanhas do partido recebeu R$ 5 milhões do chamado Careca do INSS justamente quando as fraudes se avolumaram. Já o Sindnapi, que tem um irmão de Lula como vice-presidente, movimentou R$ 1,2 bilhão entre janeiro de 2019 e junho de 2025.
- Vários dos que ocuparam cargos de comando no INSS até a descoberta do escândalo em abril, quando foi deflagrada a Operação Sem Desconto, também movimentaram valores muito acima de suas rendas declaradas. Até uma possível participação de uma empresa do grupo JBS nos desvios começa agora a ser investigada pelos parlamentares.
- Nos seus menos de dois meses de atuação até agora, a CPMI já conseguiu confirmar que uma das maiores roubalheiras que se tem notícia no país ocorreu, para variar, num governo do PT. Mas ainda há muita corrupção a ser apurada e muita gente a ser punida.