- O IBGE confirmou nesta terça-feira (1°) o que já é visível nas ruas: a economia brasileira está em processo de desaceleração. O PIB do país cresceu apenas 0,5% entre abril e junho, muito abaixo do 1,1% do primeiro trimestre.
- Já é dado como certo que, neste ano, o crescimento econômico não irá alcançar sequer 2%, como mostra a mais recente edição do Boletim Focus do Banco Central – ao passo que, no biênio imediatamente anterior à atual gestão, o PIB brasileiro havia avançado a uma média de 3,9% anuais.
- Assim como aconteceu em outros governos petistas, mais uma vez o país está na contramão do resto do mundo. Segundo as mais recentes projeções do FMI, divulgadas em julho último, neste ano o mundo deve crescer 3% e os países emergentes, 3,8%.
- O Brasil aparece abaixo das demais economias no ranking que compara o crescimento no segundo trimestre com os três meses anteriores. O PIB nacional ocupa a 15ª posição na lista, conforme dados divulgados em agosto pela Eurostat, pela OCDE e pelo FMI.
- Um dos setores que vinha sustentado o crescimento, a agropecuária perdeu tração sob o peso de dívidas anabolizadas pelos juros decorrentes da gastança da atual gestão. Indústria e serviços praticamente não saíram do lugar, com alta de 0,1% e 0,2%, respectivamente, sobre o primeiro trimestre.
- Outra decepção veio dos investimentos, cada vez mais à míngua: a taxa ficou em 16,1% do PIB no trimestre, a menor desde a pandemia. O Estado brasileiro não consegue abrir espaço no orçamento para investir, ao mesmo tempo em que sufoca a iniciativa privada com mais juros e mais impostos.
- Os resultados do PIB no segundo trimestre também demonstraram os limites da farra eleitoreira por meio da qual a gestão do PT torrou cerca de R$ 200 bilhões para tentar amealhar votos para o presidente da República. Só serviu para agravar ainda mais a já difícil situação do país.
- Pode ficar pior. Cada vez mais, as projeções para o próximo ano consideram a possibilidade de a economia brasileira entrar novamente em recessão – caracterizada por, pelo menos, dois trimestre seguidos de queda do PIB.
- A mais recente e severa recessão vivida pelo país foi a dos anos 2015 e 2016, quando o PIB caiu quase 7%, a inflação disparou para o maior nível desde 2002 e o desemprego caminhou para suas máximas históricas. É uma história a não ser repetida.
- Sem reformas, com um Estado inchado e as contas públicas tratadas com absoluta irresponsabilidade – o presidente da República sequer vê necessidade de conter a dívida – a economia brasileira caminha para a paralisia, com empresas falidas e famílias superendividadas, fruto de um governo e um partido que se lixam para o país.
Variação do PIB no segundo trimestre (sobre o trimestre anterior, em %)
