Os verdadeiros inimigos da democracia
- Respeito às instituições é fundamento de qualquer democracia. Harmonia
entre poderes, tolerância ao contraditório e integridade de propósito são (ou
deveriam ser) condição inegociável. Não para o PT. - O partido de Lula só abraça estes princípios quando lhe beneficiam –
sobretudo eleitoralmente. Seu respeito pela democracia brasileira e suas
instituições é meramente de conveniência. - É o que está acontecendo novamente agora com a campanha para
desmoralizar o Congresso Nacional e jogar a sociedade contra deputados e
senadores, tachando-os de “inimigos do povo”. - A estratégia é mais um capítulo da reiterada política petista de divisão dos
brasileiros, o famigerado “nós contra eles” que o PT cevou e, sempre que se
viu ameaçado de perder do poder, pôs em prática nas últimas décadas. - A história do PT é uma sucessão de desapreços à democracia brasileira.
Vejamos. - Poucos anos após a sua criação, em 1985 o PT teve oportunidade de ficar ao
lado da democracia na eleição que deu fim a 24 anos de ditadura militar. Mas
recusou-se a dar voto a Tancredo Neves no colégio eleitoral e ainda expulsou
seus deputados que o fizeram. - Logo depois, seria a vez de Lula (então deputado) e seu partido negarem-se a
assinar a Constituição de 1988, que trazia em seu texto conquistas
importantes para os brasileiros, como, por exemplo, a previsão de criação do
SUS e de mecanismos de proteção social. - Com o impeachment de Fernando Collor de Mello, o PT, mais uma vez, teve
chance de ficar ao lado do Brasil. Preferiu, de novo, virar as costas: rejeitou
apoio ao presidente Itamar Franco (1992-1994) e ainda mandou embora
quem aceitou participar do governo. - Naquela época, o país vivia o inferno da hiperinflação. Mas o PT não estava
nem aí para a carestia que vitimava especialmente os mais pobres. Em 1994,
fez sórdida campanha contra o Plano Real, apenas por enxergar na tão
sonhada estabilização monetária uma ameaça ao projeto de poder de Lula.
- Veio o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e o
petismo radicalizou ainda mais na oposição aos interesses do país. Lutou
diuturnamente nas ruas e no Congresso para tentar impedir qualquer avanço
estrutural que modernizasse o Brasil, promovido pelo PSDB. - Fiel a seu DNA estatista e retrógrado, o PT foi contra as privatizações, que,
entre outras conquistas, puseram fim a um tempo da história brasileira em que
ter uma linha telefônica era privilégio de rico. - Coerente com seu perfil irresponsável e gastador, em 2000 foi contra a Lei de
Responsabilidade Fiscal, que estabeleceu os princípios de política
econômica que vigoram até hoje no país. - A partir de sua chegada ao poder, em 2003, o PT aguçou sua postura
divisionista e sectária, assacada sempre que a realidade colide com os planos
dominadores do partido. Foi assim em todas as últimas eleições desde então.
Para o partido, adversário sempre foi inimigo a ser eliminado. - Em 2022, Lula apresentou-se ao eleitorado como o único que, supostamente,
seria capaz de deter ameaças à nossa democracia. Só acreditou na falácia
quem quis. O histórico petista já era mais que suficiente para demonstrar o
contrário. - Agora, novamente, os petistas investem contra as instituições brasileiras
com táticas típicas de regimes totalitários. É um risco enorme, semelhante ao
que assistimos, de forma recorrente, acontecer em ditaduras esquerdistas
como as que o petismo adora elogiar. - Deter o PT não significa apenas uma questão política e eleitoral; é questão de
compromisso com os valores do Estado democrático de direito. Quem é a
favor do Brasil não tem como estar com os verdadeiros inimigos da nossa
democracia. Porque, sempre que teve que escolher entre o país e o PT, o PT
escolheu o PT.
DIPLOMACIA
PT expande sua ‘coligação global da corrupção’
- Se, no front interno, o desapreço de Lula e seu partido pela democracia são
flagrantes, a política externa brasileira tem cada vez mais se alinhado a regimes
totalitários, governos e lideranças corruptas, em prejuízo dos interesses do país. - O mais recente gesto nesta direção foi o apoio do presidente brasileiro à expresidente da Argentina, Cristina Kirchner. Condenada (por unanimidade,
em processo que levou nove anos) por crime de “administração fraudulenta
em detrimento do Estado” durante seus dois governos, ela cumpre pena de
seis anos em prisão domiciliar. Lula a quer livre. - Ou seja, em visita oficial ao país vizinho na semana passada, o petista
promoveu uma afronta à Justiça e até mesmo ao atual governo argentino –
numa postura, sobretudo, avessa à conveniência brasileira. - O apoio de Lula e do PT a esta espécie de “coligação global da corrupção”
vem de longa data e ora se acentua. Inclui, também, a concessão, com direito
a jato da FAB, de asilo diplomático à ex-primeira-dama do Peru, Nadine
Heredia, sentenciada a 15 anos de cadeia por lavagem de dinheiro. - Há, ainda, o alinhamento da diplomacia do PT a nações reconhecidas por
abrigarem líderes truculentos – como a Indonésia, recém-filiada aos Brics sob
as bênçãos de Lula – e/ou classificadas nas piores posições nos rankings
globais de corrupção, como Cuba, Irã, Nicarágua e Venezuela, de acordo com
a Transparência Internacional. - Também colide com a tradição diplomática brasileira a orientação dada aos
Brics sob a presidência brasileira, levando a política externa do país a passar a
ser vista como pouco influente e “hostil” ao Ocidente. - Tal postura já está custando caro ao Brasil: nesta segunda-feira (7), o
governo Donald Trump anunciou a cobrança de tarifas adicionais de 10% de
países alinhados às “políticas antiamericanas do Brics”. - O alinhamento a governos autoritários e desonestos é coerente com o
histórico petista, notabilizado pelo maior escândalo de corrupção de que se
tem notícia, o petrolão. O problema maior é quando esta aliança nefasta vai
contra o que realmente importa: o interesse do povo brasileiro, como está
acontecendo agora na gestão Lula.