- Até agora, o governo Lula abriu 30,6% menos leitos de internação no SUS do que a gestão Jair Bolsonaro no mesmo período. Foram 7.050 novos leitos entre janeiro de 2023 e dezembro de 2025, ante 10.163 nos três primeiros anos do mandato anterior.
- Em dezembro último, o país tinha 316.529 leitos de internação hospitalar disponíveis no SUS, 10,7% menos do que em 2005, máxima histórica da série do Datasus. Ao longo destes 20 anos, a rede pública de saúde perdeu 38.137 leitos – a maior parte em períodos de gestões petistas.
- A longa trajetória de forte e praticamente contínua retração tem dois momentos: o primeiro, até a pandemia, acentuadamente declinante e o segundo, desde 2020, de recuperação, mas em ritmo lento e insuficiente para fazer frente à demanda.
- A pior marca da série foi registrada em 2019, ano anterior à pandemia, quando a oferta de leitos de internação baixou a 294.968. Desde então, foram abertos 21.561 novos leitos, sendo 2/3 deles ainda na gestão Bolsonaro. (A fim de não distorcer a comparação histórica, leitos específicos para a covid-19 abertos na pandemianão foram incluídos nesta análise.)
- Desde 2023, não apenas o ritmo geral de abertura de leitos de internação hospitalar no SUS foi menor em relação ao governo anterior, como em algumas especialidades o balanço da gestão Lula é negativo, com leitos fechados nestes três anos.
- É o caso, por exemplo, dos psiquiátricos, com diminuição de 1.885 leitos desde 2023. Neste caso, a oferta caiu de 17.079 no fim de 2022 para os atuais 15.194, com redução de 11%.
- Nos últimos três anos, também caíram os totais de leitos obstétricos (-679 ou -1,8%) e pediátricos (-302 ou -0,8%), de acordo com dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) informados ao Datasus.
- Por especialidade, o pior desempenho da gestão Lula é em relação à oferta de leitos clínicos – destinados a tratamentos não cirúrgicos, incluindo oncologia e cardiologia, entre outras especialidades.
- Enquanto entre 2019 e 2021 foram abertos 20.278 leitos clínicos, nos três primeiros anos do atual governo, o número praticamente não se alterou, com apenas 627 novos leitos desta natureza no período.
- O encolhimento da oferta no SUS fica ainda mais evidente quando se observa que, desde 2005, a população brasileira cresceu 15%, enquanto, no mesmo período, os leitos disponíveis para a população no SUS diminuíram 10,7%.
- Outro fator que torna o encolhimento da oferta de leitos no SUS mais preocupante é o envelhecimento populacional. Entre 2005 e 2025, a faixa etária com mais de 60 anos – que, naturalmente, é a que mais demanda cuidados hospitalares – aumentou 102% no país.
Total de leitos de internação hospitalar no SUS (em mil)*

Grêmio Recreativo Acadêmicos da Ilegalidade
- A Acadêmicos de Niterói protagonizou um vexatório espetáculo no Carnaval do Rio. Levou ao Sambódromo propaganda eleitoral fora de época travestida de enredo. O desempenho foi tão ruim, que a escola de samba amargou o último lugar na competição e foi mandada de volta à segunda divisão da liga carioca.
- Seu samba-enredo foi praticamente uma peça de campanha, ao ritmo de exaltação de Lula. A letra menciona o número do Partido dos Trabalhadores (13), o jinglede campanhas eleitorais lulistas (“Olê, olê, olê, olá, Lula! Lula!”) e o bordão (“O amor venceu o medo”) usado na vitória presidencial de 2022.
- Lula e o PT se envolveram até o pescoço na preparação da propaganda ilegal da Acadêmicos de Niterói, que ainda custou R$ 1 milhão aos cofres públicos. Assim como integrantes do governo, o petista conheceu previamente o teor do samba-enredo, que teve ampla divulgação prévia em canais oficiais do PT. Mas teve mais.
- A primeira-dama, Rosângela da Silva, esteve na escola ao menos duas vezes. Na companhia de seis assessores, usou avião da FAB, pago pelo contribuinte, para conferir preparativos em Niterói. Além disso, junto a empresários amigos arrecadou recursos privados para ajudar a bancar a exaltação a Lula na passarela.
- A escola rebaixada não se contentou em fazer apologia eleitoral de Lula. Também tratou de maneira jocosa grupos identificados como adversários do petista, como na ala “Família em Conserva”. Samba transformado em ofensas à família brasileira e a evangélicos, tudo com aval do Planalto.
- Vistas ao vivo e a cores na TV por milhões de pessoas, as imagens trazem elementos que, segundo o TSE, podem ensejar caracterização de propaganda eleitoral irregular, mesmo sem pedido explícito de voto – e precisava? 62% dos entrevistados em pesquisa do Real Time Big Data viram flagrante ilegalidade eleitoral na passarela.
- O episódio carnavalesco é mais um a ilustraro vale-tudo que o PT aciona a cada eleição para tentar vencer a qualquer custo. Para Lula e a turma dele, a lei e a ética republicana que se danem. É a máquina de ilegalidade a todo vapor.