Brasil é apenas 99° em ranking global de crescimento

Edição 91
  • O resultado do PIB anunciado nesta terça-feira (3) pelo IBGE – a menor taxa em cinco anos – coloca o Brasil na 99ª posição no ranking de crescimento mundial desde 2023 entre 195 países. A economia brasileira acumula expansão de 9,2% nos três primeiros anos da atual gestão de Lula.
  • O Brasil também cresce menos que a média mundial, que está estimada em 10,3% para o período, de acordo com o World Economic Outlook do Fundo Monetário Internacional (FMI). Fica, ainda, bem abaixo dos 13,8% da média do grupo de economias emergentes e em desenvolvimento.
  • No acumulado entre 2023 e 2025, o Brasil perde, entre outros, para países como Índia (24%), Vietnã (19,8%), China (16%), Panamá (14,5%), Paraguai (14,3%) e Venezuela (10,1%), para citar apenas alguns exemplos.
  • O padrão atual repete o de outros períodos em que o PT governou o país: a média brasileira sempre se situa aquém dos resultados de economias similares à nossa, numa indicação de que o crescimento só acontece aqui quando as condições econômicas globais colaboram.
  • O desempenho brasileiro atual também é insatisfatório na comparação com os Brics. Entre os 11 países que atualmente integram o grupo, o Brasil aparece na 9ª colocação, à frente apenas de Arábia Saudita e África do Sul. A média de crescimento acumulada pelos Brics desde 2023 é de 12,9%.
  • Entre as 22 economias da América Latina, a brasileira figura em 10° lugar, atrás, entre outros, de Paraguai, Nicarágua e Venezuela. No continente e no mundo, quem lidera é a Guiana Francesa, com 111,9% de crescimento acumulado desde 2023, de acordo com o FMI.
  • A economia brasileira encontra-se em processo de desaceleração – há dois trimestres, a alta é nula. O crescimento caiu de 3,4% em 2024 para 2,3% agora. A queda não deve parar por aí. Conforme a mais recente edição do Boletim Focus, do Banco Central, a estimativa de mercado para o PIB deste ano é uma alta de apenas 1,82%.  
  • Entre os fatores que explicam a desaceleração econômica está a taxa básica de juros. Atualmente em seu patamar mais elevado em 20 anos, a Selic nas alturas desestimula investimentos e geração de empregos, além de consumir mais de R$ 1 trilhão por ano de recursos públicos.
  • Os juros, por sua vez, são o preço que a sociedade brasileira paga pela irresponsabilidade fiscal do governo petista. Prova disso é que, em 2025, de acordo com o IBGE, o consumo das famílias aumentou apenas 1,3%, ante 5,1% no ano anterior.
  • Na outra face, as contas públicas também continuam no vermelho, com rombos que se repetem – segundo divulgou o Banco Central na sexta-feira (27), o déficit nominal está agora em 8,5% do PIB, nível sem paralelo entre economias organizadas.
  • A economia brasileira continua presa na armadilha do baixo crescimento, refém de políticas populistas e intervencionistas patrocinadas pelos governos do PT. A agenda de reformas estruturais e de modernização mantém-se sabotada, jogando oportunidades em série no lixo.

Crescimento do PIB acumulado desde 2023 – Brics (em %)*

Fonte: World Economic Outlook/Fundo Monetário Internacional. *2025: projeção.

Sem prevenção a desastres, tragédias se repetem

  • Tragédias em decorrência de fenômenos climáticos extremos continuam se repetindo. As vítimas da vez são moradores da Zona da Mata de Minas, onde mais de 70 pessoas morreram desde a semana passada.
  • Tão regular quanto os desastres é a falta de prevenção por parte do governo federal. Neste ano, programa “Gestão de Riscos e de Desastres” dispõe de orçamento 23,9% menor que o de 2025. Serão R$ 1,9 bilhão, valor mais baixo em termos reais desde 2021, segundo o Siop, do Ministério do Planejamento.
  • Não bastassem os cortes, a gestão petista sequer consegue gastar o que está à disposição no Orçamento Geral da União. Cerca de 42% das verbas destinada para “ampliar as capacidades de prevenção, gestão de riscos e resposta a desastres e adaptação às mudanças climáticas” desde 2023 ainda não resultaram em obras e ações concluídas e entregues à população.
  • De R$ 11,7 bilhões reservados no Orçamento Geral da União entre 2023 e 2025, somente R$ 6,8 bilhões foram efetivamente liquidados – o que significa que a ação prevista realmente se concretizou e foi integralmente executada.
  • Pior: desde 2023, cerca de R$ 1,2 bilhão não chegaram sequer à fase de empenho. Ou seja, são recursos que simplesmente se perderam e deixaram de ser aplicados em obras e ações de prevenção e resposta a desastres.
  • Para completar, o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), que poderia ter atuado no monitoramento de riscos e alertado a população da Zona da Mata mineira, também está com execução orçamentária quase nula neste ano.
  • Transcorridos dois meses de 2026, dos R$ 19,2 milhões reservados neste ano para o órgão que atua em monitoramento de riscos, sistemas de alerta precoce e prevenção de impactos decorrentes de desastres naturais, apenas R$ 149 mil foram liquidados até agora.Isso equivale a 0,9% da dotação deste ano, que é a segunda menor desde 2022 em termos reais.

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