- Fernando Haddad deixou o Ministério da Fazenda na semana passada. Foram pouco mais de três anos no principal cargo da Esplanada dos Ministérios e uma gestão com resultados, na melhor das hipóteses, medíocres.
- A maior parte dos indicadores econômicos está hoje pior do que estava em dezembro de 2022, quando o PT reassumiu o poder federal. Além da franca deterioração da situação fiscal, o governo Lula praticamente não avançou na agenda de reformas estruturais.
- Com Haddad no comando da Fazenda, a gestão petista especializou-se em jamais cumprir metas fiscais, por mais frouxo e cheio de ressalvas, furos e exceções que o atual arcabouço seja. O país continuou registrando déficits.
- Foram três rombos seguidos nos três anos do atual mandato. O déficit acumulado desde o início da gestão Haddad-Lula supera R$ 356 bilhões – em 2025, o buraco foi de R$ 61,7 bilhões, no oitavo pior resultado desde 1997.
- O Brasil está muito mais endividado hoje do que estava há três anos. A dívida bruta saltou de 71,7% para os atuais 78,7% do PIB, numa escalada só comparável à da recessão dos anos Dilma (2025-2016) – e que não vai parar tão cedo.
- Sob o PT, o déficit nominal, que considera também os juros, é um dos mais altos entre as economias organizadas. Passou de 4,7% para 8,5% do PIB durante os três anos da gestão Haddad-Lula.
- A taxa básica de juros é hoje a mais elevada dos últimos 20 anos. Quando a gestão Haddad-Lula assumiu, estava em 13,75% e, desde a semana passada, está em 14,75% ao ano. Com isso, o país torra mais de R$ 1 trilhão por ano com juros.
- O crescimento econômico legado por Haddad-Lula deve ficar em 1,8% neste ano, conforme projeções de mercado. É bem menos que os 3% registrados em 2022. Sob o PT, o Brasil foi apenas 99° país que mais cresceu no mundo desde 2023.
- Para piorar, Haddad liderou uma verdadeira derrama tributária. Desde o início do atual mandato, a arrecadação federal cresceu mais de 13% acima da inflação. São R$ 365 bilhões a mais nos cofres do governo petista no intervalo de apenas três anos.
- Além disso, desde janeiro de 2023, foram adotadas pelo menos 25 medidas para elevar ainda mais a arrecadação, segundo a CNN Brasil. Como se não bastasse, a reforma tributária em implantação reserva mais aumento de impostos para os contribuintes – em especial, os prestadores de serviços.
- O Brasil está se acostumando com gestores econômicos que fazem, no máximo, o feijão com o arroz, sem semear melhorias estruturais que beneficiem gerações futuras. Fernando Haddad foi mais um deles. Nenhuma novidade em se tratando das tenebrosas gestões do PT na economia.
Dívida bruta do governo geral (em % do PIB)*

Governo Lula vive clima de fim de feira
- Faltam mais de nove meses para o ano de 2026 acabar e, com ele, o atual mandado de Luiz Inácio Lula da Silva. Mas o clima de fim de feira já domina a administração petista. Entre o presidente e seus partidários só se pensa em uma coisa: eleição.
- Até a próxima semana, mais da metade do primeiro escalão do governo federal terá deixado seus cargos para concorrer nas eleições gerais de outubro. Além da reeleição de Lula, os alvos são governos estaduais e uma luta renhida pelas 54 vagas do Senado Federal que estarão em jogo.
- Cerca de 20 ministérios sairão das mãos dos titulares atuais e passarão para o comando dos até agora secretários-executivos, como já aconteceu com o Ministério da Fazenda na semana passada e vai se repetir, entre outras, em pastas como Planejamento, Casa Civil, Transportes, Meio Ambiente e Educação.
- Não que faça muita diferença num governo percebido como letárgico pela população – e até mesmo pelo próprio PT. Pesquisas de opinião recentes mostram o desalento dos brasileiros diante do terceiro mandato de Lula.
- Segundo a mais recente rodada do Datafolha, a maioria dos brasileiros se diz insegura (69% ante 29% que se sentem seguros), desanimada (61%), triste (59%) e com medo do futuro (61%), ao refletir sobre a atual situação do país.
- A cada quatro anos, o PT se dedica a “fazer o diabo” para tentar vencer eleições. Mais uma vez, não tem sido diferente, como demonstra a recente intervenção no mercado de combustíveis – repetindo a mesma estratégia eleitoreira de Jair Bolsonaro quatro anos atrás.
- Os brasileiros têm demonstrado cada vez mais cansaço de ficar à mercê de políticos que só pensam em se perpetuar no poder. Esta sempre foi a lógica petista, desde que ascendeu pela primeira vez ao governo federal em 2002. Não por coincidência, desde então as condições de vida no país só pioraram.