- Na votação do último domingo (4), o Brasil deu largos passos para mudar de rumo. Em eleição, tudo é possível e nenhuma vitória se conquista de véspera. No entanto, uma coisa é certa: qualquer que seja o vencedor no próximo dia 25, um tremendo abacaxi aguarda o presidente da República a partir de janeiro.
- Os últimos anos foram de descontrole das contas do país, agravado por medidas eleitoreiras com objetivo de garantir mais um mandato para Luiz Inácio Lula da Silva. A conta vai cair no colo do próximo presidente – ainda que seja o próprio petista.
- A reeleição ditou o ritmo de um “pacote do desespero”, cujas estimativas variam entre R$ 194 bilhões, segundo a Folha de S.Paulo, e R$ 271 bilhões, conforme a CNN, podendo ter chegado a R$ 411 bilhões, quando se inclui nos cálculos também o Nova Indústria Brasil, de acordo com o Poder 360.
- O balaio foi ficando mais cheio à medida em que se aproximava a eleição e cresciam as chances de insucesso de Lula. A última das medidas foi o reajuste do Bolsa Família quando faltavam 17 dias para a data da votação – e após três anos e cinco meses sem ter seu valor alterado.
- Mas também inclui a isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, mais uma fase do Desenrola Brasil – que teve resultados pífios na contenção do endividamento das famílias brasileiras – e novos programas como o Reforma Casa Brasil e o Move Brasil.
- A gastança às vésperas da eleição agravou um cenário fiscal que já era péssimo. O indicador-síntese do descontrole das contas públicas é a dívida bruta do governo, que subiu 11 pontos desde o início do atual mandato de Lula.
- Com isso, o país passou a gastar cada vez mais dinheiro com o pagamento de juros da dívida pública. São agora R$ 1,2 trilhão ao ano, o mesmo valor destinado a custear 40 milhões de benefícios para aposentados e pensionistas do INSS. É o dobro do que se gastava em 2022.
- Além disso, o país passou os últimos quatro anos maquiando gastos e sem efetivamente cumprir as metas fiscais, numa demonstração de total falta de compromisso do atual governo com o equilíbrio das contas – o que, para Lula, não passa de “babaquice”.
- Todo esse desequilíbrio e irresponsabilidade se reflete na vida cotidiana das pessoas em forma de mais dificuldades e dureza. O endividamento das famílias nunca foi tão alto e tão abrangente – com 84 milhões de brasileiros com contas atrasadas.
- É recorrente na história do PT “fazer o diabo” para se manter no poder. É o que aconteceu, mais uma vez, nesta eleição. A irresponsabilidade traduz desapreço pelo país e, sobretudo, pelo bem-estar dos brasileiros. O resultado das urnas no domingo foi a resposta que cabia a quem não aguentava mais tanta insatisfação.
Dívida bruta do governo geral (em % do PIB)

Os resultados eleitorais do PSDB
- Os resultados das eleições gerais deste domingo (4) ficaram aquém do que o PSDB almejava. Mas, mesmo com as dificuldades de sobreviver num universo político dominado pela polarização, o partido conseguiu manter viva a sua relevância eleitoral.
- Hoje com nenhum governador, a partir de janeiro o PSDB voltará a comandar o estado de Alagoas. Ex-prefeito de Maceió, JHC venceu a disputa com 52,2% dos votos válidos.
- O partido ainda pode vir a ter um segundo governador eleito. Vicentinho Junior teve 43,9% dos votos e disputará o segundo turno no próximo dia 25 com Professora Dorinha (União).
- No Senado Federal, a bancada tucana será composta por dois integrantes: Plínio Valério, reeleito pelo Amazonas com 948.793 votos, e Marina JHC, escolhida por 926.860 eleitores de Alagoas.
- O PSDB contará com 11 parlamentares na Câmara dos Deputados a partir de fevereiro. São eles: Adolfo Viana (BA), Gilvan Barros (AL), Iratã Abreu (TO), Juninho do Pneu (RJ), Juscelino Filho (MA), Luciano Vieira (RJ), Marcelo Queiroz (RJ), Muniz Filho (BA), Paulo Abi-Ackel (MG), Paulo Serra (SP) e Talita Galhardo (RJ).
- O partido também terá 27 representantes eleitos em 13 assembleias legislativas, assim distribuídos: Acre (1), Alagoas (2), Bahia (2), Ceará (3), Goiás (3), Mato Grosso (2), Mato Grosso do Sul (3), Minas Gerais (3), Rio de Janeiro (1), Rio Grande do Norte (3), Rio Grande do Sul (1), São Paulo (1) e Tocantins (2).
- Pelos resultados deste domingo, o PSDB permanece sendo uma das legendas representativas da política brasileira, com capacidade para fazer diferença nos executivos e nos legislativos do país, coerente com uma história de realizações sempre a favor do Brasil.