- Não é mera coincidência que os Correios estejam indo à bancarrota agora. São recorrentes os episódios de depredação da estatal por parte de gestões do PT. A implosão em marcha coroa um histórico de abusos.
- O governo Lula mergulhou os Correios em sua mais grave crise. Desde que o petista voltou à presidência da República, em 2023, já são R$ 7,6 bilhões de prejuízos acumulados. Nos últimos quatro anos, R$ 12 bilhões de patrimônio viraram pó. É, decididamente, um saco sem fundo.
- O rombo em apenas três meses deste ano supera o prejuízo de todo o ano passado. Mas vai piorar: a previsão é de que a estatal perca R$ 1 bilhão por mês (!) em 2026. É fácil ver que, sob o PT, a espiral de destruição não tem fim.
- Lula planeja socorrer a empresa com R$ 20 bilhões. Tudo com aval do Tesouro Nacional. Significa que, em última instância, dada a baixíssima chance de os Correios honrarem o débito, quem vai pagar essa conta bilionária são todos os brasileiros.
- Desde 2013, os Correios só viram lucro quando o PT estava longe do poder. Logo, não são razões pontuais ou recentes – como a taxação das blusinhas, conforme alegam os petistas – que explicam o desmantelamento da empresa.
- Sob o petismo, a estatal acumula uma ficha corrida de corrupção, ineficiência, obsolescência e inchaço que a tornou cronicamente deficitária. Um exemplo: desde 2023, despesas com salários e encargos aumentaram 79%. É o jeito PT de governar.
- Os Correios foram o epicentro do mensalão, primeiro escândalo de grandes proporções de governos petistas. Depois, nas eleições de 2014 foram usados como arma política para reeleger Dilma Rousseff.
- Naquela ocasião, a empresaenviou 4,8 milhões de panfletos pró-Dilma, num flagrante abuso de poder econômico contra o candidato da oposição, Aécio Neves (PSDB). A ilegalidade gerou abertura de investigação e a empresa foi condenada pelo TCU, que recomendou aplicação de multas a ex-diretores.
- Também na época de Dilma, negócios nebulosos com os governos da Argentina e da Venezuela destruíram o fundo de pensão dos funcionários da estatal. A dívida de R$ 15 bilhões resultou em descontos de até 18% nas aposentadorias que irão até 2039.
- O socorro prometido agora pode se estender até 2029, além de reprisar exceções que, no passado, levaram a calotes dados por estados sob as bênçãos do PT e a operações financeiras fraudulentas que ensejaram o impeachment de Dilma.
- A história dos Correios poderia ter caminhado para desfecho mais digno: a privatização. A empresa foi posta no programa pelo governo Bolsonaro, mas, num de seus primeiros atos na volta à presidência, Lula a tirou da lista, em 2023.
- O PT sempre barrou a modernização do Estado brasileiro, sempre produziu ruína e, ato contínuo, sempre avançou sobre o bolso dos contribuintes para bancar os prejuízos. Os Correios são mais uma história para ser aprendida – e nunca mais repetida.
“O PT disse que era ‘estratégico’ manter os Correios como estatal. Fica clara a razão: para que o partido depredasse e quebrasse a empresa.”
Aécio Neves – Deputado federal e presidente do Instituto Teotônio Vilela
Resultados financeiros dos Correios (em R$ bilhões)

CORRUPÇÃO\
O capitalismo de compadrio do PT e da J&F
- Enquanto dilapida o patrimônio público, como no caso dos Correios, o governo Lula usa o Estado brasileiro para beneficiar “amigos do rei”. O mais notório deles é o grupo J&F, dos irmãos Batista.
- Depois de o ministro do Trabalho ter livrado a empresa de uma acusação de trabalho escravo, na semana passada o grupo tornou-se sócio do governo federal na Eletronuclear, numa operação envolvendo quase R$ 3 bilhões.
- A transação aumenta a influência da J&F no setor de energia e vem se somar a outras, como a compra de térmicas na Amazônia, quase sempre contando com a mãozinha dos governos petistas em manobras regulatórias.
- O conglomerado dos irmãos Batista cresceu à sombra do PT. Há 20 anos, o grupo faturava R$ 4 bilhões. Governos petistas se associaram à duplae fizeram os negócios explodir: em 2024, o faturamento da JBS já era 104 vezes maior.
- O empurrão fundamental veio do BNDES, que, entre empréstimos camaradas e compra de ações, pôs cerca de R$ 31 bilhões no grupo (em valores de 2017) e ainda hoje detém 18,2% do capital da companhia.
- A dupla goiana retribuiu à altura: quando o financiamento privado ainda era permitido no país, a JBS sempre esteve entre os maiores doadores das campanhas do PT. Mais: depositou US$ 150 milhões para Lula e Dilma Rousseff no exterior.
- Também como parte da duradoura parceria, desde janeiro passado a CGU de Lula negocia a inclusão da J&F num acordo de leniência que pode reduzir ainda mais o valor das multas decorrentes da confissão firmada pelos Batista em 2017, no âmbito da Lava Jato, e suspensas desde 2023.
- O caso da J&F ilustra à perfeição como funcionam as alianças espúrias entre o petismo e quem tem como único interesse se aproveitar do Estado brasileiro. Esse capitalismo de compadrio só produz parasitismo e corrupção.