Vem aí mais uma derrama de impostos do PT

Edição 73
  • Se tem uma coisa que o brasileiro não aguenta mais é pagar impostos. Nunca antes na história se cobrou tanto da população. É um tarifaço sem precedentes. E o pior é que a derrama não vai parar por aí.
  • O governo Lula tem insistido na fórmula de cobrar mais dos contribuintes para financiar sua gastança ilimitada. A alternativa mais adequada, que seria conter os gastos públicos, nunca é considerada nas políticas perdulárias do PT. A conta sempre sobra para o povo pagar.
  • Na semana passada (23), o governo Lula divulgou mais uma arrecadação recorde. Já são R$ 1,9 trilhão acumulados no ano até agosto. É o maior resultado para o período desde 1995, isto é, em 30 anos. Mas tem mais um monte de aumentos de impostos despontando no horizonte.
  • A mão gatuna do governo Lula vai avançar com mais força ainda sobre o bolso dos brasileiros no próximo ano. De novo, classe média e profissionais liberais tendem a ser os mais atingidos, assim como o agronegócio e a construção civil.
  • Para não mexer com quem tem incentivo fiscal, o governo do PT vai aumentar a taxação de empresas que recolhem pelo lucro presumido. Nesse grupo estão, sobretudo, profissionais liberais que recebem como pessoa jurídica.
  • Estes contribuintes serão onerados em mais 10% sempre que seu faturamento exceder o equivalente a R$ 100 mil mensais. O governo do PT espera arrecadar mais R$ 10,4 bilhões com o aumento da tributação destas empresas e profissionais.
  • Isto porque, na sua proposta orçamentária para 2026, o governo havia prometido cortar 10% dos benefícios e isenções fiscais para melhorar as contas públicas. O corte seria feito de maneira linear, atingindo todas as benesses.
  • No entanto, 82,5% dos incentivos sairão ilesos da tesourada, conforme informou o Valor Econômico na última sexta-feira (26). Dos R$ 544 bilhões em benefícios fiscais, R$ 449 bilhões serão poupados de qualquer redução. Sobrou para a classe média.
  • E tem mais. Quem faz sua poupança por meio de letras de crédito do agronegócio (LCA) ou imobiliárias (LCI) em 2026 passará a pagar 7,5% de imposto de renda sobre os rendimentos, hoje isentos, segundo proposta apresentada na semana passada pelo relator, o deputado petista Carlos Zarattini (SP).  
  • Não vai parar aí. Como parte da regulamentação da reforma tributária, em 2026 todos os imóveis do país passarão a dispor de um novo número de cadastro nacional, com valor venal atualizado a preços de mercado. Como consequência, seus proprietários também devem passar a pagar mais IPTU, ITBI e ITCMD.

“Os governos do PT só sabem administrar de uma forma: tirando mais dinheiro da população para bancar sua gastança. Ninguém suporta mais isso”

Deputado Aécio Neves (PSDB-MG), presidente do Instituto Teotônio Vilela.

  • O Brasil tem uma das mais altas cargas tributárias entre países em desenvolvimento, sem, contudo, entregar à população serviços à altura. Com o PT é ainda pior: é dinheiro que vai embora no ralo da irresponsabilidade e da má gestão.

Arrecadação de tributos federais (em R$ trilhões)


GASTANÇA SEM FIM

Irresponsabilidade fiscal compromete futuro do país

  • O governo Lula continua gastando como se não houvesse amanhã. No ano até agosto, as contas do governo central registram déficit primário de R$ 86 bilhões, conforme divulgou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira (29).
  • As regras do arcabouço fiscal previam “déficit zero” para este ano. Mas, com a criatividade petista, em prática rechaçada pelo TCU, a meta é considerada cumprida mesmo com saldo negativo de até R$ 31 bilhões.
  • Na semana passada, o governo Lula reviu sua previsão para o rombo de 2025, elevando-o de R$ 26,3 bilhões para R$ 30,2 bilhões. Equivale a quase o triplo do déficit do ano passado, que foi de R$ 11 bilhões.
  • Quando se consideram precatórios e outras despesas que ficam fora do cálculo da meta devido à contabilidade criativa do PT, a projeção é de um rombo de R$ 73,5 bilhões nas contas do governo Lula em 2025.
  • O desempenho das contas públicas sob o PT é deprimente. Como consequência, a dívida pública deve saltar cerca de dez pontos percentuais do PIB no atual mandato, numa escalada só antes vista na calamitosa gestão de Dilma Rousseff (2011-1016).  
  • Com os juros nas alturas por um tempo “bastante prolongado” pelo risco da inflação, como reiterou o Banco Central na semana passada, déficits fiscais gigantescos continuarão se sucedendo. Na média do atual mandato, o rombo será de 8,5% do PIB, o maior do mundo.  
  • Gastar muito e gastar mal são tônicas de governos petistas. A experiência histórica já demonstrou que torrar dinheiro de maneira irresponsável, como faz Lula, só serve para tornar a atividade econômica mais difícil, derrubando a geração de emprego e renda no país. Mas, para o PT, só o que interessa é a eleição.

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