- No próximo domingo (4), o Brasil tem um encontro marcado com a democracia. Nunca o país dependeu tanto do compromisso cívico dos eleitores para encontrar melhores rumos e construir uma vida e um futuro melhores para os 213 milhões de brasileiros.
- Além da presidência da República, estarão em disputa 27 governos estaduais, 54 vagas ao Senado Federal, com a renovação de 2/3 daquela casa legislativa, 513 na Câmara dos Deputados e 1.059 cadeiras nas assembleias legislativas dos 26 estados e na Câmara Distrital.
- O PSDB tem 1.036 candidatos participando das disputas deste ano. São nove a governador, sete como vice-governadores, oito concorrentes ao Senado, 358 nomes para uma vaga na Câmara dos Deputados e 629 postulantes a deputado estadual e/ou distrital nas 27 unidades da federação.
- Tucanos concorrem ao governo estadual em Acre, Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Piauí, Rio Grande do Sul, Sergipe e Tocantins. O partido aparece na frente nas pesquisas de intenção de votos com Ciro Gomes (CE), JHC (AL) e Vicentinho Júnior (TO).
- São oito os candidatos do PSDB a uma vaga no Senado: nos estados de Alagoas, Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Piauí, Roraima e Rio Grande do Sul. Aécio Neves (MG), Marina JHC (AL) e Plínio Valério (AM) figuram como favoritos dos eleitores de seus respectivos estados nas pesquisas de opinião.
- O PSDB tem hoje 17 deputados federais, com a nona maior bancada na Câmara, além de quatro senadores. Desses, 14 deputados e um senador tentam a reeleição. O partido projeta ampliar o número de parlamentares para pelo menos 30 a partir da eleição do próximo domingo.
- Nesta eleição, o PSDB representa – por meio de seus candidatos – o compromisso com os valores democráticos, com a responsabilidade com o dinheiro público e, acima de tudo, com melhoria de vida dos brasileiros. No domingo, vote 45.
A inflação continua mais viva do que nunca
- Todo mundo sabe: os preços no país estão pela hora da morte. Qualquer ida ao supermercado acaba com o carrinho de compras mais vazio e mais dinheiro deixado no caixa dos estabelecimentos. Só não vê quem vive em gabinetes acarpetados.
- O mais recente indicador divulgado pelo IBGE confirmou isso. Na sexta-feira (26), o IPCA-15 de setembro, prévia da inflação oficial, apontou alta de 0,70% – maior para o mês em cinco anos. Os preços no país vinham de uma deflação em agosto (-0,40%) e uma quase estabilidade em julho (0,06%).
- A nova rodada da inflação deixa claro que percentuais mais comportados dos últimos meses foram apenas um breve soluço, ocasionado por razões pontuais e passageiras – como foi o caso das contas de luz, com bônus temporário nas tarifas de Itaipu.
- Mais uma vez, alimentos estão entre os vilões da inflação – alimentação em domicílio encareceu 0,38% no mês – e a previsão é de que continuem subindo, sob efeitos do El Niño: chuvas acima da média esperada para o período afetaram preços de itens in natura.
- Os resultados deste mês elevaram a inflação acumulada em 12 meses para 4,47%, ou seja, praticamente no teto da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional para este ano: 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, para cima ou para baixo.
- A persistência da inflação elevada força a manutenção dos juros nos níveis estratosféricos em que foram jogados nos últimos anos – configurando a maior taxa real em todo o mundo e consumindo R$ 1,2 trilhão de dinheiro público por ano.
- A inflação é o mais perverso dos impostos. Isso porque a carestia penaliza mais quem tem menor renda e não consegue se proteger da corrosão dos preços em alta. Mantê-la sob controle é imperativo, sem espaço para a leniência vista nos últimos tempos na política econômica em voga no país.